La Dolce Vita

COMPLEXO DE WENDY: VOCÊ SABE SE TEM?

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Wendy era uma menina encantadora e valente, amiga inseparável de Peter Pan, disposta a assumir as responsabilidades que o rapaz não aceitava. Cuidava das crianças com proteção e cuidado, esbanjava amor, era a boa mãe para todos os meninos perdidos de Neverland.

Já falamos a respeito da preocupante Síndrome de Peter Pan, que se passa principalmente com o sexo masculino. As mulheres, por sua vez, não estão isentas de complexos ligados aos personagens dos contos de fadas infantis. Ainda que poucas reconheçam pelo nome, o complexo de Wendy é muito comum entre as mulheres.

Infelizmente, como vivemos em um contexto social em que a mulher ainda é subjugada, uma mulher que demonstra afeto e cuidados excessivos pelo parceiro ou familiares, é sinônimo de uma mulher dedicada, um exemplo a ser seguido. Entretanto, essa é apenas uma romantização injusta sobre o tema.

Na verdade, o maior problema se dá pelo fato de que a pessoa que sofre essa síndrome sente, mais do que vontade, mas a necessidade extrema de satisfazer as necessidades de outras pessoas, pois assim ela se sente mais amada e querida. A psicologia considera que isso acontece por medo da rejeição e do abandono.

Esse transtorno afeta o psicológico de uma forma tão intensa, que o amor é associado como sacrifício, fazendo com que a pessoa desista de seu próprio bem-estar para poder agradar o outro. Quando erram, se culpam. Quando não é aceita, se entristece em demasia. Quando tem um conflito, se desculpam, ainda que não tenham culpa alguma.

Mulheres com o complexo de Wendy tendem a manter relacionamentos com homens como Peter Pan, pois suas necessidades se encaixam. O resultado? Um homem que evita responsabilidades e maturidade, protegido e cuidado por uma mulher que necessita agradar o parceiro, ainda que seja necessário sacrificar sua própria felicidade.

Assim como no caso da síndrome de Peter Pan, quem sofre da síndrome de Wendy precisa inicialmente reconhecer essas características e buscar um auxílio profissional com psicólogos especializados. Além disso, é preciso modificar o comportamento e buscar relações mais saudáveis, seja com o parceiro, familiares ou amigos. É preciso colocar sempre o amor próprio em primeiro lugar e aprender que felicidade compartilhada é muito melhor do que se deteriorar pelo sorriso exclusivamente do outro.

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